E nesse final de semana, em um festival, assisti a vários shows.
E você estava lá.
Demorei a perceber ou talvez eu não quis reconhecer. Mas no final do segundo dia, eu te vi.
Andando pelo palco, curtindo a cada momento, dançando e se entregando de uma maneira que nunca vi em ninguém mais a não ser em você.
E ao reconhecer sua presença, eu sorri.
E você, ao sorrir de volta pra mim, desapareceu tão rápido quanto surgiu.
E eu não te chamei de volta, dessa vez te deixei ir.
Mas o sorriso, ah, esse vai ficar pra sempre aqui.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
domingo, 10 de julho de 2016
Agora: coração
Era mais um dia comum, apenas mais um caminho em direção ao trabalho. Ela estava a mandar mensagem pra alguém, conversando algo trivial que já nem se lembra mais, enquanto ouvia música a espera do seu ponto chegar, quando sentiu que algo mudava.
Era uma sensação nova, como se algo dentro de si finalmente estivesse livre, acordando devagar e abrindo as asas. Um sentimento que se espreguiçava e ia tomando conta do seu interior e, sem que ela se desse conta, cresceu a tal ponto que já lhe transbordava o ser, não cabendo mais em si.
Ela, que sempre foi criada em uma jaula, que aprendeu desde nova a amar pequeno, seguramente, ponderada, sem que soubesse bem o porquê, viu-se diante de um dia claro, de um céu aberto e azul.
Ela pode sentir o momento em que o cadeado, sempre tão bem fechado, simplesmente se quebrou. Então já não havia mais como prender, como segurar o que quer que fosse dentro de si.
Agora ela transborda, ela acredita e se entrega do jeito que tiver que ser.
Ela perdeu o medo junto com tudo que a prendia, perdeu o juízo e talvez toda a razão.
Mas em troca ela ganhou o mundo e com vive nele, sendo agora só coração.
Era uma sensação nova, como se algo dentro de si finalmente estivesse livre, acordando devagar e abrindo as asas. Um sentimento que se espreguiçava e ia tomando conta do seu interior e, sem que ela se desse conta, cresceu a tal ponto que já lhe transbordava o ser, não cabendo mais em si.
Ela, que sempre foi criada em uma jaula, que aprendeu desde nova a amar pequeno, seguramente, ponderada, sem que soubesse bem o porquê, viu-se diante de um dia claro, de um céu aberto e azul.
Ela pode sentir o momento em que o cadeado, sempre tão bem fechado, simplesmente se quebrou. Então já não havia mais como prender, como segurar o que quer que fosse dentro de si.
Agora ela transborda, ela acredita e se entrega do jeito que tiver que ser.
Ela perdeu o medo junto com tudo que a prendia, perdeu o juízo e talvez toda a razão.
Mas em troca ela ganhou o mundo e com vive nele, sendo agora só coração.
Não é saudade
A gente nunca entende bem quando é com outro, o porquê é tão difícil desapegar.
"Deixa pra lá", "já passou", "já nem era mais isso que você queria".
Mas hoje eu lembrei do seu sorriso e me veio a mente o brilho dos seus olhos. Então senti sua mão na minha cintura de quando me puxava pra perto e meu corpo em um reflexo involuntário se contraiu quando nessa continuação de lembranças senti vividamente sua boca em meu pescoço.
E foi tudo o que precisei pra ser levada pra longe de mim e desse presente tão morno. Foi a lembrança de um sorriso que levou-me até um passado não tão distante. E desta vez me permiti divagar sobre ti, sobre nós e o que vivemos.
Me permiti sentir tudo que meu corpo ansiava, relembrei toques e palavras e momentos e senti-me como se revivesse tudo aquilo, a ansiedade para estar perto, a vontade do abraço, o desejo incessante e intenso dos nossos corpos misturado a calmaria que sua presença transmitia ao meu ser.
E agora, já sem qualquer vestígio desse sentimento anterior, me permito relembrar o que passou.
Não é saudade ou melancolia, só pensamentos soltos e distantes do que, não há como negar, foi bom.
"Deixa pra lá", "já passou", "já nem era mais isso que você queria".
Mas hoje eu lembrei do seu sorriso e me veio a mente o brilho dos seus olhos. Então senti sua mão na minha cintura de quando me puxava pra perto e meu corpo em um reflexo involuntário se contraiu quando nessa continuação de lembranças senti vividamente sua boca em meu pescoço.
E foi tudo o que precisei pra ser levada pra longe de mim e desse presente tão morno. Foi a lembrança de um sorriso que levou-me até um passado não tão distante. E desta vez me permiti divagar sobre ti, sobre nós e o que vivemos.
Me permiti sentir tudo que meu corpo ansiava, relembrei toques e palavras e momentos e senti-me como se revivesse tudo aquilo, a ansiedade para estar perto, a vontade do abraço, o desejo incessante e intenso dos nossos corpos misturado a calmaria que sua presença transmitia ao meu ser.
E agora, já sem qualquer vestígio desse sentimento anterior, me permito relembrar o que passou.
Não é saudade ou melancolia, só pensamentos soltos e distantes do que, não há como negar, foi bom.
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