E eu me dei conta de que nem vi acontecer.
Talvez tenha sido a imagem de Santo Antônio no copo d'água ou Deus, agindo sempre com suas formas inesperadas
Talvez tenha sido o jeito dela que o encantou ou o príncipe que ele nasceu destinado a ser que a ganhou
Talvez tenha sido os sorrisos ou aquela viagem
Quem sabe não foi essa maneira simples dela de do nada ter tanta intimidade
Talvez tenha acontecido porque era pra acontecer
Pode ser que seja pra sempre mas não há como saber
A distância não se mostrou um problema, graças a Deus, alias eu to longe também
O amor cresceu aos poucos e a impaciência dela não abalou aquele jeito dele de fazer tudo no seu tempo, na calma cheia de incertezas
É tanta diferença unida por tanta semelhança
E eu vejo, claramente pois gosto de observar
Eu vejo os sorrisos, a mão dada, as conversas silenciosas e as brincadeiras recheadas de intimidade e amor
Aí bate aquele ciúme, aquele medo de perder
Não só um mas os dois
Mas quem sou eu pra deixar logo o meu medo atrapalhar uma história tão bonita que acabou de começar?
Que seja eu, que sejam eles e que sejamos nós
Que o amor nunca atrapalhe a amizade
E que a amizade só faça crescer mais esse amor
Que eu seja madrinha do casamento também, por favor
Que vejam risos e alegrias e histórias pra se compartilhar
Que estejamos unidos mesmo com essa distância a nos separar.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
terça-feira, 23 de julho de 2013
Uma rosa branca
As palavras que saem da minha boca são de coisas impensadas, pra mal ouvinte mais uma ameaça. O olhar gritante em meio a nenhuma palavra é resultado dos tropeços nesse meu coração vacilante, da força fraca, cansada. Um corpo marcado pelo fim de cada batalha, numa guerra sem fim onde o vencedor não é aquele com a espada mas sim o de memória fraca. Esquecer já não é tão fácil quando o rancor fala mais alto, uma rosa branca aos que ofendem, paz e amor pra uma alma já tão doente.
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