segunda-feira, 4 de abril de 2016

Para expressar um querer

Queria poder voltar atrás e não ter despejado todo aquele drama em você. Queria poder continuar te tendo como a luz que me fazia esquecer da facilidade que sempre tive em cair na escuridão que há dentro de mim. Queria que continuasse a segurar a minha mão e que o fizesse por me querer ao teu lado. Mas também queria que como meu amigo, tivesse tentando entender a tudo que há por trás do que te disse e assim, que achasse uma maneira de me fazer acreditar nas coisas que me falou para que não fossem só palavras soltas no ar, mas sim, uma verdade sobre o que sente e quer. Mas a insegurança de uma menina tão assustada que, por vezes, perde-se em seu ser, foi capaz de assustar você. Uma menina que tem tantos medos e que dentre eles, parece morrer a cada vez que ouve a palavra "perder". Mas foi perdendo-me que me encontrei, e foi sempre sofrendo que me tornei mais forte. Porém ainda não aprendi a lidar com essa situação constrangedora onde há ate mesmo o medo de falar contigo e tu não saber interpretar, pois meu Deus, há pouco tempo tudo era tão simples e agora por vezes parece ir lentamente matando em mim tudo que achei que tinha em ti. Mas não há como negar, eu vou estar aqui. Talvez não ao seu lado, mas por ti.

sábado, 2 de abril de 2016

Desafio aceito

Talvez esteja me apaixonando por uma história em que o final já foi traçado e talvez esteja louca por me permitir sentir. Mas tanto tempo só, endureceu meu coração e talvez antes desse novo fim, pelo menos você possa me fazer lembrar de como é bom ter alguém aqui.
Pois me perco sem saber mais como agir e me deixo afundar dentro dos seus braços. Procuro em toda boca o sabor dos seus beijos e em toda conversa, a doçura que me transmite.
Já faz tempo que imaginei que não mais seria capaz de me entregar e um doce menino foi o único capaz de quebrar as barreiras que ergui. É uma loucura estar aqui quando sei que está tão longe.
São momentos tão distantes em que nos encontramos e desde o início eu já o sabia. E enquanto eu tentava sustentar as barreiras que supostamente me protegiam, não me dei conta de que com suas mãos tão leves você as destruía, lentamente, se infiltrando em minha pele, inebriando meus pensamentos e me fazendo esquecer do perigo em que me coloquei desde aquele jogo em que aceitei seu desafio.
Você me desafiou a viver e eu fui jogando. Agora, embora saiba que você, devido as complicações que foram se apresentado, cansou, eu continuo sozinha tentando aceitar esse fim tão precoce. Sendo honesta, esperando, quem sabe, uma reviravolta?
E quem sabe, você não volta?